quinta-feira, 26 de abril de 2007


Jornal O Coreto
Ano 1-N° 0, Março de 2007 Conceição do Almeida-Ba

Por. Margarete N.S. Gomes e Olivia Nascimento Foto:O Coreto
Manoel da Conceição Santos(Nezinho)
Década de 70

O Silêncio do Coreto
O coreto há muito tempo se sente meio solitário, poucos percebem a sua presença alguns se aproximam, mas quase não compreendem a sua importância. A cidade passa por ele num leve bailar, com seus automóveis, motos, bicicleta e animais, em passos rápidos e lentos, e ele continua parado observando á todos por muito tempo. Está meio desgastado perdeu cores e até pedaços. Foi reformado superficialmente, mas o seu coração continua o mesmo. Lembra-se de quando a liras ou filarmônica fazia sucesso no centro de seu ser. Sente saudade da época em que era o palco mais importante da cidade. Todos saiam para ouvir a música que ecoava dos instrumentos que se harmonizavam de forma divina, esta era a sua voz. Hoje a cidade mudou e as pessoas não têm mais tempo talvez falte sensibilidade em meio a tantas tecnologias e os meios de comunicação de massa como a tv , o rádio, o computador, que mudaram o ritmo de toda cidade, afastando as pessoas da rua e até daqueles que dividem o mesmo sofá na mesma sala. E agora ao invés da lira, gritam-se carros de sons de última geração, que agridem os ouvidos e até a alma do povo e do “Coreto”.

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